SAUDADES ENCARNADAS
Eu prefiro ser saudades.
Cultivá-las.
Habitar a memória do afeto.
Ser cheiro, textura e sabor.
Lembrarás de mim:
No barulho de um suspiro,
No aroma de café pela casa,
No adocicado sabor da cachaça.
Estarei presente:
Nas manchas do tecido,
Na escultura exposta,
Nas doces palavras.
Serei saudade,
Nesta poesia,
E nas que escreverei ainda,
Imortalizando nossas lembranças.
Luzia Rodrigues
Brasília/DF, 01/07/2026
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